Domingo, Janeiro 14, 2007

Início

Preciso de um Início
De um começo
De um Ano
Um Ano realmente Novo
Que parta de onde quer que seja
Desde cima como debaixo
Mas que por hora permaneça entre o Céu e a Terra
E se expanda além da horizontalidade do Espaço
Da verticalidade do Tempo
E me imerse em alto conteúdo de sabedoria
Pra que eu sobreviva
A este mundo
Composto por essas pessoas
Que optam por essa “Vida”
Tão cheia
Tão vazia
De conteúdo
Mudo
Surdo
Cego


V.T.

Terça-feira, Maio 09, 2006

SInto

Sinto-me envolta em mil cantos
Tanto sonoros
Como Encantos

Sinto-te
apenas...sinto-te.

A visão de tão nua e fria
avalia...obscura
cada passo, cada movimento de um cego
Cegado por um amor
Algo além e MAIOR,
Que ultrapassa qualquer passo
de passado ou torpor.

Apenas e tão somente para continuar a sentir
Porque já não há qualquer esperança que eu possa me desfazer...
Que possa inibir

Já és ciente de toda condição
Me adentra...
E a cada segundo faz parte da canção
Canção minha
Um solo na escuridão

E com apenas um olhar
Arranca toda tempestade que faz parte da tormenta
Acalmando mares e oceanos infindáveis
Por onde me fiz passar, cair, definhar

Mas logo a frente mostra-me a praia
Envolve-me da mais pura SILk
E decido...

...pelo AR que estimula nos pulmões a VIda
Viver, Respirar
...pelo sentir que me concede tocá-lo, amá-lo - mesmo que não tenha forças para manter-se aqui pra sempre
Sentir, Amar

Decido
O barco, queimar!

Decido por FICAR.


Vivian Toledano

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Sendo

Sou muito mais que um corpo
que se desloca e se entreteem
Sou muito MAIS...
Sou muito mais que um momento
ou que inesgotáveis e incessantes palavras...
Muito mais que apenas lembrança
ou tábua viva que interage com o alheio.
sou um Sentido...
que sente tudo e todos.
Por que?
...talvez nunca saiba.
Nunca me associe...aos outros...a Nada...
porque sou Única...e sozinha....e assim sempre serei.
Obviamente mantendo a essência, que do fim não tem nada a provar.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Distante.

A cada alcance da próxima estação o corpo comprimisse mais...

Os cadáveres movimentam-se no formigueiro do Brás como canibais sedentos por vagas nos bancos e saias femininas esvoaçantes.

Acosto-me na barra de ferro suspensa e tudo que tenho por hora são materiais arquitetônicos, um cabelo rebelde e liso, mente latejante e suor - o puro e grudante suor integrado ao vestido negro.

O trem me remete a dimensões passadas, a precariedade de espaço de meu tempo, a falta de confiança na possibilidade de estar viva até o ponto final.

Desembarco na estação do Prefeito Salafrário - o ar me vem nos pulmões, a leve brisa refrescante que antecede o outono me toca, me abraça, me envolve.

Um bebê a frente tenta deslocar-se em seus primeiros passos, enquanto a mãe vende álcool etílico como pinga barata.
Observo-os, sorrio e recebo sorrisos.

A mente voa, dança relembrando as outras conseguintes vidas minhas, enquanto o corpo descansa no vento frio.

As formas já se amostram cada vez mais esbeltas e os pensamentos já se deglutem como de adultos.

De repente...um instante me corta.

Um serzinho mirrado e negro parece-me não se manter de pé. Ele senta-se, coça-se e então penso que meus olhos me enganaram.

Continuo a velejar nas partículas de O2 misturadas ao veneno da cidade, e então um carro surge do último ponto convergente da rua, e segue em minha direção.

Apronto-me para embarcar, e então no relance do movimento paralisa-me um olhar próximo e certeiro: o Cão.

Meus olhos jamais enganam aos que vêem, ao que vê.

Era a pelúcia malfeita encantando-me, cortando-me ao me olhar...e com as patas tortas a me desequilibrar.

O brilho de seus olhos com ausência de cor - igualmente a sua existência, extensão – fixaram-se para sempre em uma das imagens fotografadas da vida.

O cão.
Eu.

Éramos nós, apenas nós...a sós.

Ambos debilitados, quebrados, cortados...cortantes.
E até mesmo no negro da veste nos encontramos tão juntos, tão separados...sós.

Não havia rumo contrário a tomar.

Ele amontoaria as migalhas da estação, e eu seguiria viva...apenas viva...com o coração na mão: morto – ileso – preso.

E então na confusão de cada milésimo de segundo em minha alma - como um tufão...lágrimas escorreram pelo rosto como correntes de H2O incessantes.

Ninguém nos viu...nos vimos.

E então ele se foi, e o carro partiu.


NePhiLiN

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Recomeçar

tudo se dilui

na escória

jogada no lixo

da existência



tudo é ligado

por fio tênue

pelo tempo

aos poucos

se rompendo



nos olhos atentos

o recomeçar é chama

no infinito eu

nada mais



nos instantes esgarçados

cria-se pedaços

de gestos expontâneos

pelo movimentos realizados

a cristalizar o eu

nada mais a ser

apenas só



Pastorelli

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

aLoNe

Tão longe
E tão perto
Tão oculto
E tão certo
Inteligente e gentil
Querido por ser só
exclusivo
E quando trevas loucamente vil
Intriseco e estigmatizado
Pra sempre eternizado
Sanguineo e vampiresco
Ao mar o afago
E ao ar o afresco
Beleza incondicional
E na amizade leal
Poesia repentina
que anima
degrada
todo o resto
que nenhum manifesto
substitui.


NePhiLiN

Desencontro.

Era uma vez...

Num instante um desencontro
Não reconheço nenhum mundo
E recobre-se o corpo em pranto
Olhar profundo.

De perto sentir o sol tocar
Olhar pras nuvens
E saber qual o exato lugar

Quanto tempo, ainda engulirão?!
Quantas almas venderão?!

Uma dor arranha o coração
Todas as vezes que há a ausência das mãos
Tocando
Cuidando

Insuportável impessoalidade
Morrem os mundos da verdade

Camuflagens em todo ponto quem a visão pode alcançar
Qual o exato lugar?!

A branca porcelana se esfarela
Mataram a Cinderela

Não há sapato de cristal
Não há tempo invencível e fraternal

O corpo, em puro encanto desfalece
E a mulher surge em meio ao pó
Anoitece

Sorria

E viva feliz para sempre.


NePhiLiN

Sábado, Janeiro 14, 2006

O Diálogo entre a Razão Entorpecida e a Emoção Pensante.

NePhiLiN: Há algo a perguntar.

Shiva: Você tem total liberdade.

NephiLiN: O que é egoísmo pra VOCÊ?

Shiva: É a auto-preservação instintiva.

NePhiLiN: Hmm...I see. Eu já diria algo bem diferente disso.

Shiva: Instintivamente, é isso.

NePhiLiN: Será? O egoísmo é algo tão BAIXO, que mantém até mesmo a própria pessoa sob seu arredor e efeito.

Shiva: Não, o egoísmo é instintivo.

NePhiLiN: Sim...é pra quem o tem. Pure Fact.

Shiva: Isso não é um fato jamais!

NePhiLiN: Há quase duas décadas - e colecionando as muitas Eras, que os livros nos dispõem – que as pessoas MOSTRAM isso gratuitamente.
A prova é bem clara que optam pelo sim.
Se o mundo é egoísta é porque há MUITOS egoístas nele ..."baixeza" imutável.
Já viu um egoísta se retratar?!
...Eu não.

Shiva: Não, eu não concordo que é pra quem tem. Eu acredito que o instinto egoísta é uma parte integral de um ser humano, é o instinto de auto-preservação, o no fundo das coisas o "primeiro eu, depois os outros".
O que na sociedade atual é um "defeito parcialmente controlado".

NePhiLiN: Diga isso a uma MÃE.

Shiva: Coloque-se em situações extremas. Saia do cotidiano e você vai ver que isso é verdade.
Argumentativamente, você pode sempre se defender disso, pra qualquer caso que formos teoricamente julgar, mas a prática mostra diferente.
Todo animal, seja ele racional ou não, possui um instinto muito forte de auto-preservação. Fique uma semana sem água no deserto com um grupo e vocês vão começar a matar uns aos outros por causa de gotas de água.

NePhiLiN: O egoísmo se trata de ... DESTRUIÇÃO.

Shiva: Destruir conscientemente não é egoísmo. Isso é uma coisa completamente diferente.

NePhiLiN: Quem morrerá primeiro será fatalmente o egoísta, quando o resto do grupo perceber que ele quer apenas salvar a própria pele.
Selfish people...are...blind.

Shiva: All people are selfish - all people are... blind?

NePhiLiN: A maior parte é blind...conciliando as mais várias podridões, é claro! Porém, não acredito que todos estejam imundos por esse sentimento.

Shiva: Você acha que é livre deste "sentimento"?

NePhiLiN: Sempre há salvação...sempre!
Livre, mas não isenta.

Shiva: Fé é uma coisa totalmente necessária e absolutamente inútil.

NePhiLiN: Então o que ainda faz de olhos abertos?! De corpo inteiro, de coração pulsante?!

Shiva: O mesmo que você e todos os outros.

NePhiLiN: O que eu faço?

Shiva: Você vaga e tenta encontrar um motivo para sua existência.

NePhiLiN: Não vago.
Sigo um caminho, que agora se ilumina mais do que nunca, o qual está disposto a me ter do começo...ao fim.
O motivo está bem pronto – face to face...dressed in all of me since...I breath.

Shiva: Tenho certeza que sim. Assim como todos nós. A ilusão da certeza é o que nos mantém sãos e seguros, apesar de não termos certeza alguma.

NePhiLiN: Não é a vida, não é essa merda de sociedade que não dou a mínima, ou mesmo a terrível pressão de viver...ou a pura e plena morte...que nos faz incertos.
É a FALTA de PALAVRA, e HONRA e RESPEITO das pessoas meu caro. E nada mais.

Shiva: Não existe uma coisa como moralidade... mesmo a religião é construída com a evolução, como uma necessidade de “comonalidade” para o bem de uma espécie. Isso é observável em uma magnitude de eventos. A "moralidade" é mais um alinhamento da continuidade de uma espécie do que qualquer outra coisa.
Nós somos guiados por "condições": causa e conseqüência, eventos, causalidade...nada mais.

NePhiLiN: As coisas existem, pra quem as possa ver.
Céticos...são céticos, porque tem certeza que são o top de uma evolução, não podendo haver nada superior que os condicione – além de Ego, Células e Estímulos Nervosos.
Sim, condições! Nas quais 99,9999%, não dependem exclusivamente de nós, porque envolvem o alheio... todo e qualquer passo...envolve.

Shiva: Ninguém falou que céticos são o top da evolução. Estamos sempre evoluindo.

NePhiLiN: E me diga! Pra onde céticos evoluem?!

Shiva: Não falaria em porcentagem, mas sim "condições" envolvem claramente o meio.
Evoluem junto com o resto da humanidade que evolui com o tempo.

NePhiLiN: Se não ACREDITAM...já que não há NADA...a frente..além do famoso e cotado “PÓ e SOMBRAS”, por que continuar? Sempre será tão em BRANCO, não é mesmo?!

Shiva: Filosofias e linhas de pensamento são todas temporárias e absolutamente necessárias. O conflito entre elas gera o entendimento maior sobre o universo e a evolução científica / tecnológica.
Amém.

NePhiLiN: Ah! Então quer dizer que cético são sugadores?!...da fé do "resto" da humanidade! Incrível!!!

Shiva: Pensadores serão pensadores. A própria ciência não é tão diferente de uma religião. Porém, toda ciência comprovada pelo que temos hoje como fato não pode ser negada. Diferente de um dogma.

NePhiLiN: Ah não?! Incrível como Einstein diz o contrário...rsrs

Shiva: Diz?

NePhiLiN: Quebra com Newton. O que prova claramente que tudo possa ser um engano e novas teorias estejam a caminho pra TUDO.

Shiva: Foi o que eu disse.
Comprovada pelo que TEMOS HOJE. Estamos sempre evoluindo.
Einstein corrigiu Newton, eu aguardo ansiosamente pelo brilhante cientista que corrigir Einstein e nos deixar viajar pela curvatura do espaço-tempo.

NePhiLiN: Quem sabe o corretor de Einstein também não possa dar uma mão para os egoístas, narcisistas, desumanos, pro desamor, pra falta total de valores...quem sabe, não!
Afinal nem mesmo a sensibilidade, a delicadeza e Deus estão conseguindo...



Por Vivian Toledano e Leonardo Bighetti

Sábado, Janeiro 07, 2006

just for HEROES.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". C.X.

Terça-feira, Dezembro 27, 2005

MOTION

Sem Nome
Um Anjo dorme
Sem conta
O $ me desaponta
Sem motor
Apenas o calor
Sem propostas
Apenas no olhar...respostas
Sem aposta
Sem droga
Sem passado
Apenas presente

Frio - Quente

Sugador - Amador

Independe

Quero apenas a

EMOÇÃO

Única...que me
isenta
da realidade
que atormenta.


NePhiLiN

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

TOILET

Por Vivian Toledano e Bruna Ribeiro



O que NUNCA calará:

Onde estão os HOMENS deste mundo?!



Bruna:
"Não se fazem mais homens como antigamente". Verdade?

Vivian:
A mais absoluta dos últimos tempos! O incrível é que eu me pergunto todos os dias, onde foi parar o "H" ?! rsrsrs

Bruna:
rsrsrs...ok...então diríamos que...os "Omens" de hoje em dia, são menos machos que as mulheres?(generalizando)

Vivian:
AUAUHAHAUHAUH! Desculpe-me tive q rir!
Diríamos que eles mostraram o REAL lado da moeda, afinal como dizem mesmo?! Ah! A liderança é sempre do mais forte. rsrsr

Bruna:
O jargão "matcho man", no contexto atual, é cômico ou trágico????

Vivian:
Ahauhuaha essa é uma impassibilidade indecifrável! Diria que ambos! Mas a grande questão é: não estamos a caça de um homem que nos jogue na parede e chame de lagartixa! E nem de deuses do Olimpo! Apenas o Puro Homem - cavalheiro, amável, respeitável, até mesmo um pouco cômico! Auhauha porque diria que trágico..bom..sempre pecam em algo!

Bruna:
Abrir e fechar e chamar de gaveta, também não?

Vivian:
Absolutamente! Apesar de acharem sempre que são a chave pra todas as nossas necessidades. rsrsrs
Os homens de hoje não ENCANTAM entende...e n fazem o MÍNIMO esforço pra o fazerem. Vêem as mulheres como...”números-mulheres”.

Bruna:
Esquecem que a conquista é diária, e se acomodam mais facilmente que as mulheres. Mas homem é um mal necessário?

Vivian:
Não importa o quanto você dê de si SEMPRE vai ser trocada. Típico daquilo..como é mesmo?! Ah! A FILA anda! Sim, é necessário sim! Só que os de H, claro!

Bruna:
Atrás de um grande Homem, há uma grande mulher???

Vivian:
Sempre. Apesar de fecharem os olhos pra isso. Mas não sendo injusta - há os que ainda reconhecem.

Bruna:
Certamente...os Homens...não os "omens"...rsrsrs

Vivian:
Rsrs

Bruna:
Alguns gays são mais Homens que héteros????

Vivian:
Certamente! Já reparou que são os atendentes mais agradáveis nos shoppings! Eu por exemplo adoro ser atendida por um! Eles sempre dizem a verdade.
Um gay NUNCA engana uma mulher! Esteja certa disso!

Bruna:
Os gays são mais cheirosos?

Vivian:
Não posso generalizar, mas a GRANDE parte sim! Porque se preocupam com a aparência. Não é uma questão de "bichisse" e sim de cuidado próprio! E os admiro muito por isso!

Bruna:
A culpa dos homens serem assim ou assado, é das mulheres?

Vivian:
Afirmo com absoluta convicção que em grande parte sim!
Eu só queria ver..o dia em que todas renunciassem a presença masculina por 1 mês!
A humanidade ia a loucura!
hauahuha
Mas também digo que há desleixo da parte deles também...em menor escala mas há!

Bruna:
Certo. Homem trai mais que mulher?

Vivian:
Sim. Com certeza sim.

Bruna:
Fisiológico ou criação?

Vivian:
Ambos. Há homens que não sabem como tratar uma mulher, porque nunca teve nenhum valor dentro de casa, fora não seria diferente.

Bruna:
Certamente, os homens já são criados para serem os provedores, os fortes, que não choram, pegam e não se apegam...e isso impõe uma condição de onipotência, mas acredito (e espero) que mude, pois o contexto social está mudando também. As mulheres trabalham e conquistam uma independência financeira e emocional, mas não podemos nos esquecer que são elas quem criam os homens.

Vivian:
Provedores? Fortes?...a maioria nem ao mesmo consegue dizer....a verdade. Onde está tal fortaleza?! Onde está... o ...sentir..o puro e inigualável..sentir?!

Bruna:
Exatamente, não são criados para sentir, ou não eram criados para sentir, ou o sentir se manifesta de maneira diferente, enfim. O fato é que nós somos tratados da maneira que permitimos ser, mulheres independentes também é exceção, a sociedade inteira vive num permanente estado de comodismo.

Vivian :
E assim...perde-se a cada instante...toda a delicadeza..do mundo.

Bruna:
Pois é. Depois dessa acho que vou mascar umas gomas vermelhas para tentar achar soluções dos problemas futuros.


"Deus nos ajude a aceitar as coisas do mundo que nunca vão mudar" São Francisco de Assis

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Sinta.


Prefiro sentimentos sem memória, assim a mente os domina recriando-os - a cada instante...a cada deslumbre.

NePhiLiN

Entrevista com a vampira.



"Saiba que assim como os cegos os poetas podem ver na escuridão"



KE: Você escreve mais inspirada por um sentimento bom ou ruim?
Explicando melhor...
Vem as idéias mais facilmente quando você está bem ou mal?

NePhiLiN:Acho que...
A ausência de luz me permite só regresso ao mesmo vocabulário... a dor.
O que dói é sempre igual. É sempre...Dor.
Mas quando o delslumbre me toca, assim como o mundo muda as palavras mudam, os olhos mudam.
Tudo pega fogo...e no meio das chamas me sinto como... a ELETRECIDADE.

KE: Acho que está pronta.
Poste-se.

E então, no dialeto que faz...sangrar.

NePhiLiN: Something still missing, you know.

KE: Hum... I know very well.

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

O espelho tem duas faces


"Somos TODOS vítimas do tempo"


E então num despertar
Ela regurgita toda sua vida
Em um único instante após o pulmão violar

As dores são sequênciais
E pode-se sentir como num flash de memória
Os cortes mais profundos se repetirem

Ensinaram-lhe que tudo morre enquanto se dorme
Ela crê que a noite isenta-te da escuridão
E o sol nasce para fazer reviver almas
Trazendo a deslumbração

Porém, noites e dias
Nublam-se
Assassinam-na

A cada abertura, uma rosa é jogada
Roubadas todas
De seu buquê
Trazido dos mais lindos campos de um sonho

Rosas Vermelhas
Coloridas de seu mais límpido sangue
Desbotam-se
Murcham-se
E tingem-se novamente pelo sangue de um assassinato
a longo prazo

Nem mesmo as rimas vem
Quando ela é citada
Isentam-na de sentidos
Libertanto só memória
E nenhuma fonte vital
respiratória

O cerco se fecha
E por uma única noite
Ela mantem-se acordada
Despida, desalmada

Um grito fino e de sobresalto
Exala-se
E um anjo
Desloca-se de seu corpo
Voando para o nada.

O frio está por vir
E instantaneamente o recinto
congela-se e seu ar de rosas exala-se quente esfumaçado

Cortante
Amante

Adentra-se um vulto de inteiro pronto
Como face ao máximo ponto
da dor
do desamor

Como um mito frente a face nua ao espelho
Ela ainda enxerga
E remete ao retrato o olhar que a espera

E como sopro de vento quente
sente HikaruSama sussurar:


Morte...
Sorte!


NePhiLiN

Sábado, Dezembro 03, 2005

Rotina que desanima junto com amor incorrespondido e coração partido...

Sábada Mackenzista
com ÓTIMAS visões matinais

Apenas uma vestibulando qualquer
Pisando no território de "mulher"


Conecção imediata
na rede do "acaso"
num relapso
colapso

Vasculhações condicionadas
como todas as diárias
Emoções desproporcionadas
Cortes do desinteresse alheio a navalhadas

Tum..Tum.Tum
alô?!
Claro que não estou disponível
pegue sonhos e propostas e jogue no terrível
abismo
bismo
ismo
smo
mo
o

OCUPADO cansado sempre pra VC.

No Pain No love

apenas ctrl C


Ctrl V


Você já não é mais inédita
apenas copio e colo
mas não te descolo

Desolo

pi..pi..pi..pi..

Retorna a rede
sem beira sem sede

Blogs..toques..desfoques


Tudo desfocado
coração esfolado
tripudiado


O poder de um não
sentindo pela primeira vez friamente na mão
coração
ão
ão...ão


Hão...

os heróis de vencer

os desacreditados crer

o coração voltar a bater...tum tum ..tum tum..


e no limiar da intensidade

sentirei a verdade ...ar...vida...felicidade...

junto, comigo, dentro, estigmatizado, amado,

meu.

Quinta-feira, Novembro 24, 2005

Desligante

Acabo de desligar
e uma voz abafada, cansada, torturada, acaba de me deixar
Um som particularmente intimo e sensual
Mesmo num cansaço de um dia de trabalho exausto e calor infernal

Acabo de desligar
e um tom de melindre e desacreditado da luz do céu dessa quinta-feira
nada mais pede em entrelinhas que o resgate
que enrosque o ser cético de sua alma e o mate

Acabo de desligar
mas o carro não está na garagem
e então entre vislumbres e recortes
entre imagens e espotes
Foco um ser de cabelos cacheados com mente submissa à certo raciocínio

Acabo de desligar
e entre enroscos e trocos
te busco enérgica e com rapidez
e quando abre a porta do carro..estou leve, deslumbrante e sorridente outra vez

Adentra-se e saio a sobrevoar

Os anjos motorizados devolta ao céu, em seu devido lugar.

Destino: LAR doce LAR
Tempo: um instante diário eterno

Chega-se ao destino.
Rosas desde a entrada. Banheira de lavanda morna.
Bebida que refresca e sacia.

Uma cama: larga, aconchegante, com rastros de camomila.

um tal Vislumbre. um tal Abraço.
e então ..
...Sente-se o sangue quente refluir no humanóide gxsiano.

Num quinta-feira..qualquer...

quando acabo..de desligar.


NePhiLiN

Segunda-feira, Novembro 21, 2005

Anjos Urbanos

Anjos nem sempre se apresentam de roupas alvas,
de pés descalços, de longas asas,
de branca pele, de olhos de puro azul,
de lábios carmim, de branco sorriso,
de cachos dourados...
A mim, às vezes se apresentam de cara suja,
de roupa que desnuda,
mas igualmente de pés descalços,
que percorrem o duro asfalto,
que pulam, que dançam,
ao vai e vem do trânsito.
Igualmente trazem um sorriso, já não tão branco
sua única oferta aos que vem e vão.
Sua morada, pouco celestial,
abriga o frio, o vento e o cheiro de combustível dos carros que passam,
de portas e paredes invísiveis aos olhos dos que passam,
os anjos de cara suja desfrutam da "intimidade" de sua casa
e alí os vemos em suas camas de concrerto,
em sua cozinha improvisada,
em seus mais íntimos momentos.
De repente, um carro pára
perdeu sua entrada,
seus rostos se voltam e logo percebem que é hora.
Se lançam ao perigo sem hesitar,
ganham asas e voam por entre os carros
tentando desviá-los,
pará-los.
Vozes ecoam de dentro dos carros
nada amáveis, nada educadas.
Todos têm pressa, não podem parar
mas não têm outra alternativa,
senão parar.
E então vozes me chamam
é hora de retornar ao caminho certo
Tudo está parado, preparado.
Num movimento rápido , volto ao destino.
Pelo espelho do carro os vejo,
vão ficando para trás,
acenando e desejando boa sorte.
Na distância ainda os flagro tentando fugir.
Os carros agora investem contra eles,
no movimento frenético da grande metrópole.
Como crianças travessas correm, fogem,
sorrindo...
Já não importa.
Valeu o dia.
Missão cumprida.

Leopold

Domingo, Novembro 20, 2005

És, finge project
Esfinge project.

Com seus olhos azuis
Profundos como o mar,
Carregando mistérios
Totalmente cheia de verbos.

Com seus olhos verbais
Profundos como o azul
Carregando os mares
Totalmente cheia de mistérios.

Com seus olhos misteriosos
Profundos como o verbo
Carregando o azul
Totalmente cheia de mar.

Com seus olhos de mar
Profundos como o mistério
Carregando os verbos
Totalmente cheia de azul.

Quero simplesmente
Ler seus verbos
Olhar nos seus olhos
Afogar-me em sua profundidade
Descobrindo todos os seus mistérios.

G.S.

Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Amor

Não negarei nenhuma aresta
da minha composição
Não deixarei nenhuma fresta
De derrota ou desilusão

Tudo que tem que ser será
E um dia a plenitude, pela manhã chegará.

Silenciosamente os sentidos abandonam suas defesas
E me emociono vendo as luzes acesas.

Nada de vão momento
Vislumbro tal grande pleno, o breve contento.

Nunca saberei se fui nessa vida enganada
Porque acredito numa verdade
Tão mais pura e tão mais plena
Que me recobre e me faz serena

Busco apenas um singular item
Esteja aonde estiver
E me retiro só quando Deus vier!

Dores - farpas que aleijam os homens
Retira-a, queima-a
E sente o perfume que exala a pele pura.

A maldade dos homens cega os anjos bandidos
Que de tão leves flutuam aos nossos arredores
Roubando essa rudeza que mata novamente - homens.

Mantem delicadeza intocável
Intoxica todo o seu redor
Com leveza imensurável.

Viole sua insensatez
E engole todo o torpor de uma vez
Não há tempo que remedie doença incurável
Não há mal que sempre dure
Apenas, se cure.

Uma alma te espreita
E logo, num dia qualquer, em corpo divino
Ela se deita
É a alma que te completa, que contempla

A única felicidade que te complementa.

Ame como se não houvesse o amanhã
Porque na verdade...não há.

É só o que quero...
Só o que tenho a desejar.


NePhiLiN

Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Libertação

... até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de
quase todos os enganos, ele descobriu a porta do Labirinto.
... Nada de ir tateando os muros como um cego
Nada de muros.
Seus passos tinham - enfim! - a liberdade
de traçar seus próprios labirintos.


Literatura comentada - 1982

Domingo, Outubro 16, 2005

A Boneca de Picasso

Último dia.
Primeira manhã.
Renasce a melodia.
Cala-se o deus Pã.



A Boneca de Picasso

Entre mil faces
Calam-se alardes
Não pelos olhares que pedem: Me mates!
E sim por vislumbre inquebrável

Denovo.
O Novo
Desdenha da reconstrução de uma boneca
De louça, ou porcelana
Em afresco ou mesmo de célula sem membrana

As cores apagadas desgastam-se
O Tempo
Foca-a novamente

Vistas dos arredores se cegam
Ela precisa renascer
E não será vista
Seus amores que a negam
Ela precisa renascer
E será inviolável conquista

A mãe, a mão
Ainda nos últimos segundos a carrega
O mundo a puxa
E ela se entrega

Cores fortes que penetram na visão
A mão, da o coração.
A mãe, o pulmão.

Em multifaces grita e inspira o ar
Quando no espelho toca o olhar

Sua cor – cores.
Seu nome – Boneca de Picasso.

Faz-se após PICArem o AÇO, que a tornava acessível.
E no tom melódico e instigante
Ela toca a arte: único amante.

Como fênix acidentada ressurge de cinzas e cal.
Bem-Vinda ao mundo movimentado!
Sem alma ou coração alado.

A Boneca de Picasso.

Lúdica e Sutil num sopro.
Anil, febril.

Embonecada.


V.T.

Quarta-feira, Outubro 05, 2005

Surdo Grito

Vê esses olhos? São a antecipação a carnificina.
Sabe qual o é meu problema? Não sei matar, não sei morrer.
Vê esse homem? É um lodoso, que por entre seu lodo esconde sorriso devorador.
Quando você sente o sorriso queimar sua pele, ele já devorou o coração.
É um tal de Sr. Escuridão, que de negro não tem nada, além da máscara que como sempre cai.
Sabe qual é o meu problema?

Vejo em uma distância cronometrada, as luas das 30 noites.
Vejo também a água viva tentando nascer.
Estou grávida.
E em nove meses preciso de formação para parir uma mulher automatizada, magérrima, arquiteta, fria e quem sabe até loira.
Estou grávida.
Quero parir nua e normal, para sentir uma dor ferrenha e real rasgando-me.
E assim que o fizer vou deglutir a placenta e ficar quatro dias sem comer, assim como fazem as gatas.
Vou cortar o cordão com os dentes e me desfazer de qualquer sentido que ouse me tocar.

Sabe qual é o meu problema? O É.
Estou grávida. E emagreço a cada instante, pois estão murchando com a minha alma, e o pólen dissipa-se intocado.

Consegue ainda ver os olhos? Sei que estão sangrentos, pois lágrimas da alma saem das veias.
Ainda sim, olhe pra eles antes que derretam de tão quente que o ar está envolto.
Você ainda respira? Eu não.
Sabe qual é o meu problema?

Não sei matar.
Não aceito o fim das coisas, e quando pensam que desisti de algo, é porque na verdade nunca insisti.
Estou grávida.

Não sei morrer.
Não aceito não ser assassinada por aquele que me fecundou.
Estou grávida, e meu problema é o É.

Odeio o estar, esse verbo deveria ser abolido, porque é com ele que apenas agora lido.

Estou em estado GrAVeda.
E não aceito a morte, pois nasci como VIda.

E se não gosta de sentir a verdade, crave seus dentes na minha espinha e arranca o fio metálico que faz as ligações pra na razão eu me conectar.

NadaTudo importa, pois agora estou grávida.

NePhiLiN

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

Fica.

Fica.
Fica pra tomar ao menos o chá
E senta do meu lado pro seu olho mel em um instante eu vislumbrar
Me conta sobre boas novas
E ri porque tenho cócegas! E só você sabe a fazer!
Senta, aqui do lado
E corre na chuva comigo, pra se sentir fruto do mundo, e ficar molhado!
Toma um chá e aquece-se
Come um biscoito pra açucarar-se
Fecha os olhos e sente o vento, como se ele te levasse!
Pra terra linda, a qual buscas
A Terra do Nunca...Nunca usar roupas, máscaras ou blusas!
Onde todo chão pisado, em devolutiva amacia seus pés
E onde todo o céu é azul, e que se não for, abro os olhos só pra você tê-lo.

Fica. Apenas fica, por mais instantes, quantos quiseres.

Tem asas...lindas asas...mas não como de anjos...como meu anjo.

Lindo e mel...claro...alvo...puro.

Fica.
Apenas fica, e sente a brisa, e sente o açúcar, sente o chá aquecer-te, quando apenas fica...na vida.


Vivian Toledano

Terça-feira, Setembro 27, 2005

emITEM-se.

Hoje o dia está frio, e eu me encontro exaslta.
Pela manhã, já sofri estupros sociais, como o sol negro mesmo já cita de demanda. Na seqüência me acabei em pensar em números e medidas, projetos e canções perdidas.
Cantei nos segundos inteiros, músicas que me dão certa fé.
Recebi respostas não convincentes e elogios que não penetraram, pelo simples fato de serem verdadeiríssimos, porém provindos de alguém que se arma junto a hipocrisia de vez em hora.
Consegui alguns aliados, e me mantive na reta calma.
Finalizei tarefas pendentes e rezei por algumas almas.
No entanto, tão encontrada e decidida, me perco e me desanima o fato de não possuir um item que me falta. O ÚNICO que falta.
Engasgada há séculos voltei pro tal estado humano, pra assistir de perto os acontecimentos referentes a UM item.
E muito a juventude, que é certeira e a única verdade, me consente a visão da certeza do que há entre o item e o eu, e também que nada pode ser feito quanto a desprendimentos pra tal natureza chamada: Fixação.

O mais intrigante é que tudo, digo TUDO, não simplesmente pessoas, olham pra mim e vêem a imagem, o reflexo deste Deus Item, e dizem: É pertencente a você, a você.

Quem sabe minha aura transmita muito mais que luz neste momento.

Só ainda me questiono de onde vem tanto medo! O Item teme a mim, não a situações, mas a mim.

Não compreendo o porquê que as pessoas não se rendem, aos seus instintos e VONTADES.

E se não o fazem, porque ainda pronunciam a palavra felicidade.

Vou acabar por me jogar em tudo isto ai, se caso um suicida como eu não venha me buscar.

Pois nada... NADA... mais pode me importar,

Além de um Item chamado: Amor.


Vivian Toledano

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

Provoca e me invoca!

Se um dia me impedirem de poetar
vou gaguejar num ímpeto nervoso e bravo

freneticamente direi a todos
em formas pouco rimadas
que a poesia sai dos sons
da natureza.

Se cortassem as minhas mãos
para eu nunca mais gestuar
eu diria aos tolos
que a expressão maior
está na beleza de um olhar.

Se amarrassem as minhas pernas
para impedir o meu sapateado
eu bateria bumbos com as mãos atadas
gritaria hinos e louvores com a boca amaldiçoada

Mudaria o mundo com um barraco
o barraco que me provoca
todos os dias
quando vejo as crianças
embaixo da ponte.

-Pérola-
Bruna S.S.Ribeiro de Souza.

Domingo, Setembro 18, 2005

Killers

He used to be a little boy, just next to me.
Saving me from all the fears, drying all my tears.
Making me smile.
Asking me what to do.
Oh my love, the smile is still here…over you.
Don’t leave the boy, like you left her.
Strawberry perfum in the skin.
Killers all around.
All around.
Protect your heart, you’ll need it.
‘Cause killers are here.
Here.
The little boy - my GIANT.
The big earth – too small for my hero.
The hero in me is the hero in you.
Just don’t let the time burn all.
ALL.
Is all heroes…need.


The hero in you.

Sábado, Setembro 17, 2005

Sobre a branca porcelana


Mesmo que não permissivo, guardo este precioso entalhe aqui, para que não se perca jamais.


"Ouvi sobre ladrilhos súplicas nostálgicas
quando o silêncio foi quebrado.
Para terras sangrentas estendi a mão
sendo o apoio para o caminho, e,
como caro Drummond repetia,
havia sim uma pedra no meio do caminho.
Mas as cartas foram dadas
e já saí de Royal-Straight Flush
sem blefe.

Entretanto, no preto-e-branco enxergo Azul.
O Azul vivo e desafiador,
depressivo e extremista,
saudoso e agora...
Amigo.

Flua-te, Azul,
e quando sozinho sentir-te
lembra-te que no preto-e-branco
enxergando-te estarei
sempre,
mas que enxergar é tudo que posso eu. "


Leandro Moraes Bighetti

UtopicaMENTE azul.

Sinto o sangue fluir e subir em mim, em tudo em mim.
Deparo-me com uma vítima deste mundo, e abafando sua voz momentaneamente, ouço os pensamentos falarem mais alto:

- Como tudo pode estar tão desfigurado? Envolta assim, pra onde ir?

Tenho convicção após a provação que passei - ainda passo – pela distância que me foi pedida, que sou muito mais que um mero item deste mundo, mesmo porque trago a VIda desde a nomeação e o azul de maravilha na visão, que me permite tocar o mundo agora sensatamente.
Descubro também o quão forte torna-se meu instinto em momentos de pressão, o quão incrivelmente me concentro, e que ainda zelo por meu coração.
A OPÇÃO é inteiramente minha, faze-la-ei valer todas as penas ... e até mesmo plumas!
Confinada em mim, deixo que os sentidos libertem-se do meu corpo por instantes, para que ele secamente possa sentir o cansaço acumulado e adormeça.
Num grito ecoado de longe, o ar explode em meu peito, e acordo silenciosa e reservada.
Alguens, me abservam...calculam-me minuciosamente.
Dizem, que sou arrogante e fria.
Dizem, que sou simples e vampira. Não pelo fato de ter sido nomeada em algum tempo por qualquer um, e sim por SUGAR instantes das pessoas, que não se esvaem dando lugar a nada com o tempo.
Ainda no questionamento infindável, permito-me que T. Morus, me dê algumas de suas conclusões, e que eu encontre formas não utópicas em sua utopia.
Permito-me a um mundo claro, real, enquanto NINGUÈM me convença que possa participar do MEU.
Na Terra do Nunca, temos meninos lobos, inimigos, sereias e até mesmo fadas que morrem quando choramos.
Na Terra do Sempre, temos meninos filhos, amigos, sereias e até mesmo fadas que nascem quando sorrimos.
Ainda espero pelo amor, a glória e o REAL herói do meu céu, o qual me encante até o último instante, mesmo que acredite em utopias.
Direi a ele:

- Apresento-te o Azul.

E não tirarei permissivamente meus olhos de seus olhos, até o último instante.


Vivian Toledano

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

InsTinto

Instigo e bebo do meu próprio vinho tinto
Instinto
Ora por secura
Ora por suave
Na loucura ou num baque.
E assim desperta a pequena adormecida
De bobeira, de esquecida
Lambo o prato adocicado
Como gata ou gazela
deitada no sol, despreocupada.
Ah mas que prazer! Que ganas de mais e mais lamber!
Corro descalça na grama que molha, que me indica
o macio chão que me pinica!
Na chuva, molhada
lágrimas do céu correm em meu corpo
de olhos bem fechados, sinto o leve vestido pesar
e o sorriso mais belo em meu rosto se estampar.
Nas flores do meu jardim
Sinto a murcheza ao sol, e a vitalidade da sombra.
Hidrato-me de natureza e instigo mais uma vez a nudeza.
O instinto, embriaga-se todo em mim
Me beija, me morde
E eu me rendo na escuridão, na sorte
Caço, mato
Reproduzo
Amamento
Como mulher, como adorno
Que faz parte de todo momento
O meu vinho
Tudo lambuza
e me sinto viva
como Deusa...como Musa.


A. Violet

Domingo, Setembro 11, 2005

Untitled

Não, nobre alma!
Não distinguirás meu silencioso amar,
que o mundo me mate pelo calar, diante deste difuso reflexo.
Ainda assim, alvo dia que comunico, própria mente inabitada, doce alma a que me reconheço, clamo por inútil coragem!
Como simples tentar?!

"...a tentativa resume-se em falha, ainda que falhar algum me há de pertencer..."

Olhos negros em que vejo o além de meu mundo, estranho amor que me contemplaste em tarde infame. Ah, que ainda ouço as mesmas notas, existir tão meramente meu entre o refúgio dos braços de ser amado sem razão.
Minha stima Retrógrada, ao Sol Silencia Misteriosamente.
Enigma se completa, escurece a face límpida das águas, questionamentos aguardam eternamente por sinal de clareza.
Temo teus olhos, o não mais enxergar de sentimento oculto.
Transforma-se?
Pranto por distantes devaneios ao crepúsculo, último soslaio.
O divino enlace de almas forasteiras deste domínio inóspito!

Desejo que tenhas a ciência, caro adversário...
Desejo que meras PALAVRAS saibam dizer.
Pausa. Tempo. Silêncio.
NOTA. ACORDE. Beijo.


Lucy

Quarta-feira, Setembro 07, 2005

Liberdade?!!!

Salve dia cinzento!
Saudar dissimulado à mãe gentil.
Que é um dia de comemoração tão infeliz, tão calada e inverossímil?!
Mãe a que todos os seus filhos pisam, em todo instante cospem sua raiva nestas terras abençoadas com tamanha ingratidão!
Como o calar simplesmente se completa nos olhos famintos dos abandonados?
Como a sede por justiça faz esquecer o que as ruas desertas e frias acolhem?!
Simples. Evidente.
Até quem a represente corrompe.
Em tudo a troca de "honras", é corrompido também, o homem.
Justiça não existe por estes paradisíacos domínios!

Bandeira tremula. Majestosa flâmula se abre no forte acorde que segue em sua patética homenagem. Em oliva, áurea e anil deste céu opaco, estrelas não mais brilham!
Vela por teus tristes filhos, aqueles a que à miséria cederam, sem o doce saber de escolha, não desistem por defender seu sagrado chão, saudosa pátria, mãe que chora...

Mãe que esquece seu pranto perante a terra seca, em simples lamento ora por cada alma com sede, fome... Aqueles que se esquecem de sonhar, desacreditados!

Agora, ricos filhos teus que não honram teu imaculado nome!
Notas verdes, o olho-que-tudo-vê sucumbe à cegueira de seres incapazes de sentir o qualquer pesar, ou o sorrir entre as grades de uma cela em prisão corrupta!

A que comemoramos a LIBERDADE, se vivemos presos em nossa própria estupidez?!
A custo de que existir para assim poder pensar, se lobos e homens lutam entre si, e o torpor por existência há de CONFORMAR nossas almas?!

Que um novo raio de luz realmente LIBERTE a cada mente nossa, nos olhos de uma criança ao olhar o horizonte redesenhado por nossos erros...
Obrigada, Pátria
Amada!
Mãe gentil.
Ingratos filhos, de escuridão tórrida e vil.
Não mais!

"INDEPENDÊNCIA OU MORTE!"

"Em Brasília, 19 horas...
"Do Senado e da Câmara,
o sangue jorra...
Brasil, abre os olhos e sorri silenciosa, querida Mãe.
O pesadelo ansia por seu próprio FIM.
Em morte aos que te traem, por mero pecado superficial e inconseqüente.
Em vida, para os que em ti ainda acreditam. E SONHAM.

O futuro depende de nossa ConsCiência.

-Luciana Di Paolo, brasileira indignada e não digna de palavra alguma!Mas permitida a sonhar e a chorar ao ver na lama o nome de Mãe tão pura e gentil, agüenta o peso de 180.000.000 filhos em seu verde peito, desmatado e poluído...

Vida Plena

"...tentar é falhar, e falhar não nos pertence."

Morte Plena

"Inspiro-te no cair do momento, e me entrego sem recusas ao vento"

-Sinto-te recaido na ausência.
-Tola!
-Por questionamentos já tão límpidos?
-Muito claro!
-Culpa?
-NUNCA! A perfeição recai sobre mim, meu anjo!
-Explica então a ausência de qualquer amor em teu leito?
-Não sinto falta de Ninguém.
-Então porque ao menos cita o sentir?!
...Falta-te imagem.
-Não dependo de complemento.
-Então por que tanto te buscam?
-(Silêncio).
-Sabe falar sobre muito, responder quase nada, e TEME às próprias indagações.
-Não temo a nada, ao nada. Sou a Fortaleza.
-Abriga a tanto, que não abriga a nada.
Não há escape!
Devolva-me o ar.
-Deve estar por ai em alguma de minhas últimas exalações.
-Recuso tal colocação!
-Haha! Ludibriou-se com a mera possibilidade de existir algum sentimento pleno por você vindo da Perfeição!!??
...Tola!
-Ah anjo! Desperte!
- NUNCA adormeço!
-Esse tempo é tempo demais. Como adormecer quando envolto em sonambolismo?
-Tenho O controle total!
-Tens perda. Tens ganho. És meramente Humano!
-Sou TOTALIDADE e dispenso-te.
- Não pode.
Fecundou-me e és inteiramente responsável por Tudo aquilo que cativas.
-Faço tudo para se ir, por que insiste na presença mesmo tão sutil?!
Não aceito desautorizar-me!
-Sou sua Imagem. Reflexo. Reação. Efeito.
Liberte-se antes que o tempo inviolável passe! Isto não é um pedido.
-Não suporto este vento, não suporto amor de sangue.

Ele ganha um biscoito.

-Suporta-te.

Com a boca cheia e açucarando-a, fita-a.

Sussura:

-Leve-me daqui.

E como seres inanimados confeitam-se.

Recusam-se à entrega a aminésia, inspitando-se no cair do momento e entregando-se, na distância de um abraço apertado, ao vento.

"Vento este sem rumo...destinado ao ..."

Sábado, Agosto 27, 2005

Senhora

Vem minha Senhora
Pro meu leito, sem demora.
Me engole, me devora!
Meu corpo de arrepio
Já não se agüenta
Me livra da tormenta!
Sem hora pra se ir
Vem se despir
E dorme do meu lado
Antes de partir.

A.Violet

No labirinto confuso...

A escuridão clareia
O cego vê
O amor odeia
A incerteza prevê

Todo toque é insensitivo
Oh! Olhar corrosivo!

Me toma, me deixa!
Me repudia, me beija!

E na linha final
Me chama de insano
E repete mil vezes,
Que nossa loucura
Já não é mais engano.

NePhiLiN

Vento ao mar.

Sinto o vento levando meus cabelos
Sem destino, sutilmente.
Sem porto.
Sem mente.

O vento nu despe tudo em mim
Como beijo de um querubim.

Navegante.
Meu natural Amante.

Me beija!

Me deixa!

Antes que os olhos se abram
E se apaixonem pelo mar
Antes que a traição
Venha a te encontrar.

A.Violet

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Despedida.

A você, alma inerte e sempre ausente:
Voltarei ao início até que memória não mais se consentirá, e finalmente livre, perceber que morte alguma será capaz de calar meu inútil e ingrato sentimento!
Falta.
Incerteza que paira, e assombra.
Inconseqüente razão que toma o poder e simples, afronta!
No mais pérfido calar, diz adeus sem mais olhar por detrás de seus ombros... Batalhas que vivem nos meus dias, iminente dor que afaga, ínfimo gritar de meu espírito letárgico... De distinguir esperanças, não mais viverei plena inexatidão. Rogo numa prece que seja indolor o teu regresso à tua própria vida, pois desta minha já foste embora.
Mas que ainda exista chance de recorrer caminho já trilhado...


Lucy